quarta-feira, 17 de junho de 2015

Deusas calipígias e a influência das nádegas na história da humanidade

"A pátria, a honra, a liberdade, nada existe: o universo gira em torno de um par de nádegas" -- Jean-Paul Sartre
"Quando falamos das nádegas, falamos de nós mesmos", defende documentário A face oculta das nádegas,  de Caroline Ponchom e Allan Rothschild (que também publicaram livros sobre o culto aos seios, mãos e pés - veja), e propõem uma viagem multidisciplinar pelas diferentes representações do traseiro na história da humanidade, emprestando conceitos de história da arte, psicanálise, sociologia e semiótica.

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Calipígia
Do grego antigo καλλι (belo, de boa aparência) e πύγιον (nádegas); aquela que tem belas nádegas, perfeitas.

Afrodite / Vênus calipígia
"A procura pelo modelo calipígio é constante entre as nossas mulheres, a ponto de um fabricante de jeans ter dito, certa vez, que o Brasil é o único país no mundo em que as mulheres se vestem olhando-se de costas para o espelho."

A face da alma...
Para os gregos, as nádegas eram uma parte bela da anatomia, em parte devido à sua agradável curvatura, mas também por seu contraste com o traseiro dos outros macacos e chimpanzés. Os dois hemisférios humanos eram tão diferentes dos dois pedaços de carne dura (as calosidades dos ísquios) dos outros macaco, que os gregos consideravam as nádegas um sinal da suprema condição humana. Segundo os gregos, a curvilínea deusa do amor, Afrodite Calipígia — literalmente, "que tem belas nádegas" —, tinha nas nádegas a parte esteticamente mais agradável de toda a sua anatomia. Eram tão veneradas que um templo foi erguido em sua honra.
Autores mais recentes têm declarado, de maneira um tanto ambígua, que "a bunda é a face da alma do sexo", que oferece "um amortecedor de delícias". O cineasta italiano Federico Fellini comentou, também de forma equívoca, que "a mulher bunduda é um épico molecular de feminilidade" — uma frase que parece ter perdido algo na tradução. O artista espanhol Salvador Dali foi mais longe ao insistir que "é através da bunda que os maiores mistérios da vida podem ser entendidos". Desmond Morris - Trechos de A Mulher Nua

Et vera incessu patuit dea
"Virgílio compreendeu que Vênus ocultasse aos olhos do filho, na selva líbica, a beleza imortal de seus olhos, de seu sorriso, de suas formas sedutoras; mas não aquilo que era sua essência divina, sua graça olímpica. Foi pelo andar que ela revelou-se Deusa." -- José de Alencar - A Pata da Gazela

"A Vênus Calipígia tinha nádegas perfeitas, que Zeus lhe proporcionara em troca de alguns prazeres ilícitos. A procura pelo modelo calipígio é constante entre as nossas mulheres, a ponto de um fabricante de jeans ter dito, certa vez, que o Brasil é o único país no mundo em que as mulheres se vestem olhando-se de costas para o espelho. Por isso a sua marca de jeans procurava modelar as nádegas e era um sucesso no mercado feminino.
Nas academias, a ginástica voltada para os glúteos é predominante e as mulheres lhe dedicam a maior parte do tempo dos exercícios. 
Um paradoxo, no entanto, ameaça o corpo feminino idealizado quando os médicos dizem pelos jornais que as brasileiras estão, em média, acima do peso indicado tanto pela medicina quanto pela estética. Suas nádegas abundantes estão a ganhar volumes que ultrapassam o modelo de Vênus Calipígia. A deusa grega foi substituída por uma mulher chamada Melancia." -- Celso Japiassu


Ver também
Supervenus

E ainda (em espanhol):
"Essa região onde as costas perdem seu santo nome foram transformando-se em obsessão cada vez maior entre homens e mulheres, a ponto de superar os seios em magnetismo e consideração."

Editora portuguesa reedita a “bíblia da bunda”

POR JOSÉ RIBAMAR BESSA FREIRE
Cara de bundão. É, essa foi a cara do advogado Marthius Lobato, quando foi questionado pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa sobre a defesa do ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, acusado de desviar recursos públicos para o empresário Marcos Valério. O ministro fez três indagações. Juro que pela cara do advogado, pensei que ele ia dizer: "uso o meu direito constitucional de ficar calado". Quando ia começar a escrever sobre os bundões, li na internet que a editora portuguesa Terramar vai lançar uma segunda edição do Breve História das Nádegas, escritor pelo historiador francês Jean-Luc Henning. Decidi, então, esperando o perdão dos leitores, recuperar com alguns retoques uma resenha que fiz, em 1995, da edição original deste livro intitulado Brève Histoire des fesses.
Como é que alguém pode interessar-se – cientificamente, é claro – por essa parte da anatomia humana e pesquisar seriamente durante anos sobre o tema? Resolvi ler o livro – afinal, o que abunda não prejudica – para conferir o interesse acadêmico do autor.
O eminente bundólogo francês, Jean-Luc, parte de uma constatação original: "entre as 193 espécies de primatas, somente a espécie humana possui nádegas hemisféricas, carnudas, globosas e salientes sobre as quais pode sentar-se". O que chegou mais perto do homem foi o babuíno, aquele macacão de bunda vermelha exposta.
Você já havia pensado nisso, leitor (a) ? Não é surpreendente? O homem é o único animal que tem bumbum, incluindo na espécie "homo" – é claro – a mulher, graças a Deus. A bunda é, pois, um fenômeno exclusivamente humano, mais humano – imagine só! – que o próprio coração, órgão compartilhado com outros animais.
Entusiasmado – digamos assim – com a humanidade da bunda, o historiador francês prosseguiu sua pesquisa para saber desde quando o homem a carrega. "Desde que o homem é homem"- ele responde. "As nádegas datam da mais alta Antiguidade. Elas aparecem quando o homem adquire a possibilidade de ficar em pé, em posição ereta, apoiado nas patas traseiras, permanecendo nesta posição".
Confesso que isso nunca me havia passado pela cabeça. Por falar em cabeça, o bundólogo Jean-Luc faz uma revelação-bomba tão impressionante que se você estiver em pé, leitor (a) recomendo aproveitar a sua condição humana e sentar-se sobre o traseiro para não cair.
Ele afirma que "as nádegas do homem são responsáveis, em certa medida, pela origem das funções pensantes do cérebro. As nádegas, ao encontrarem definitivamente o seu lugar, permitiram ao mesmo tempo que a cabeça encontrasse o seu". Em outras palavras, sem bunda – quem diria, hein! – não haveria pensamento. A lógica cartesiana baseada no "Penso, logo existo", foi antecedida por "Sento, logo penso".
Ela – a bunda – tornou-se tão importante, que acabou pagando por crimes que não cometeu. Um problema nas vias respiratórias, exigindo uma injeção: onde é que a agulha vai furar? Uma operação plástica necessitando de enxerto: de onde se vai retirar o tecido? Quem recebe palmadas por erros cometidos pela cabeça e pelo coração?
Aliás, o autor do livro apresenta exemplos abundantes – desculpem o infame trocadilho ou a redundância – de como a Revolução Francesa puniu os seus opositores: ou a guilhotina cortava-lhes a cabeça ou chicotadas públicas dilaceravam-lhes o bumbum.
Sempre injustiçada, a bunda, vestida com um adjetivo, transforma-se em ofensa: "bunda mole", "bundão", "bundalelê", "bunda suja". O bundólogo Jean-Luc considera revoltante esse tipo de discriminação contra o seu objeto de estudo. Por essa razão, em seu livro, ele faz uma seleção literária de escritores e poetas que cantaram as virtudes do traseiro: Rabelais, Sade, Verlaine, Proust, Joyce e tantos outros.
No Brasil, o maior poeta de todos, Carlos Drummond de Andrade, canta os meneios das "duas luas gêmeas" num belíssimo poema: "A bunda, que engraçada./ Está sempre sorrindo, nunca é trágica. Não lhe importa o que vai / pela frente do corpo. A bunda basta-se. Existe algo mais? Talvez os seios. / Ora – murmura a bunda – esses garotos, ainda lhes falta muito que estudar".
Manuel Bandeira versejou sobre "as alvas formas de sereias, de braços nus e nádegas redondas". Cesário Verde mostrou-se maravilhado diante do sacolejo das "ancas opulentas" da amante e Jorge Amado partiu para a ignorância em Dona Flor: "Era uma bunda e tanto, das de tanajura".
Alguns leitores, é verdade, já leram antes esse texto, com ligeiras modificações. Não faz mal. Afinal, o que abunda, não prejudica. Vale a pena conferir a bíblia da bunda, reeditada pela editora portuguesa Terramar.
José Ribamar Bessa Freire e professor, coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas (UERJ) e pesquisa no Programa de Pós-Graduação em Memória Social (UNIRIO)

Um pouco de Freud e suas Teorias

1) Explicando a etiologia ou causa das neuroses, Freud a colocou, como sabemos, nas tendências ou atividades sexuais infantis de cuja lembrança recalcada, pelo fato de ser vergonhosa, são originadas. E da confusão dos escritos freudianos podemos resumir o seguinte:
Todo ser humano traz em si desde o nascimento uma força motriz ou "impulso criador", cujo fim é assegurar a expansão e a perpetuação do ser, no espaço e no tempo. Essa força inicial, instintiva e impulsiva, logo se sexualiza e se converte em energia sexual, Freud lhe deu o nome de LIBIDO, termo usado primeiramente por Cícero para significar "uma tendência apetitiva para qualquer bem futuro". Freud a considerava sob quatro aspectos diversos:
a)Como uma energia, construtiva ou destrutiva, quantitativa e físico-psíquica, inicialmente indiferenciada e generalizada, capaz, mais tarde, de sexualizar-se em determinados casos e fixar-se em determinados órgãos.
b)Como uma tendência ou necessidade de satisfação afetiva ou amor geral e indiferenciado, que aos poucos vai se convertendo em sexual ou libidinoso.
c)Como a própria atividade sexual, propiciadora da satisfação dessa tendência-necessidade.
d)E como o prazer específico ou nota qualitativa de agradabilidade que acompanha as atividades sexuais e que poderá motivá-las, mas não causá-las.
Mais tarde utilizou o termo EROS como expressão dos instintos libidinosos e sexuais. Daí que erotizar se considerasse sinônimo de sexualidade. Segundo ele qualquer parte ou órgão do corpo pode ser erotizada ou sexualizada, como acontece com a boca, o anus, etc., a ponto de substituir o verdadeiro órgão.
Considerou ainda a libido como subjetiva ou interna, quando reside no próprio indivíduo e como externa ou objetiva, quando se refere a pessoas ou coisas exteriores; objetal quando se refere a coisas ou objetos, e pessoal, quando a pessoas.
Neste sentido a libido foi estendida por Freud e seus discípulos a tudo o que existe e tem relação com o ser humano, já seja bom ou mau, construtivo ou destrutivo, num pansexualismo de origem inconsciente, nada sobrando para o nobre consciente, característica precípua que distingue o ser humano e racional dos animais irracionais.
2) Freud considerou o desenvolvimento normal da libido —sexualidade em três períodos e em seis etapas ou fases diferentes, em cujo percurso poderiam surgir vários defeitos ou desvios considerados como anormalidades, devidas geralmente à má educação familiar e social, principalmente, em ambientes excessivamente repressivos.
O primeiro período com três fases diversas abrange toda a primeira infância desde o nascimento até os cinco anos aproximadamente. Caracteriza-se pelo início do crescimento e aprendizado, e nele observou Freud várias experiências ou atividades libidinosas ou sexuais, impropriamente ditas ou não genitais.
a) A primeira fase ou "fase oral", vai desde o nascimento até perto dos dois anos, se caracteriza por certa passividade receptiva, e nela se desenvolvem as atividades nutricional, educativa e lúdica. Durante esta fase a libido-prazer se manifesta principalmente através da boca, onde se situa todo o prazer da criança, especialmente pelo ato da mamação e do uso da chupeta.
Por supor, a repetição dos atos deve criar o reflexo condicionado de Pavlov e com ele uma tendência, necessidade ou hábito de se satisfazer prazeirosamente, o que vai muito além da simples satisfação alimentícia. De fato, se de início a criança se satisfaz mamando, logo a seguir se satisfaz igualmente apenas pela sucção da "chupeta" ou dos próprios dedos. Isto, e a forma especial do movimento de sucção, de avanço e retrocesso, levou Freud a considerar esta atividade e prazer como libidinosos e muitos psicanalistas com ele a consideraram como onanismo dos lactentes. Mas os psicanalistas de hoje, principalmente os culturalistas, tendem a dar muito mais ênfase ao prazer e à atividade lúdica que nada têm de libidinosos.
b) A segunda fase é chamada de "fase anal", tem lugar entre os dois e três anos e se caracteriza por certa atividade pronunciada, na luta pela experimentação e auto-afirmação. Durante esta fase, surgem abundantes momentos e formas de irritabilidade, devida aos próprios fracassos em seu aprendizado, às contrariedades e repressões dos maiores, e a luta encetada entre a criança e a mãe por causa da higiene. Devido a isso aparece na criança certa espécie de "pirraça" destrutiva com caracteres vingativos a que Freud e os psicanalistas chamam de sadismo.
Desviando sua atenção do brinquedo cada vez mais acentuado na criança dessa idade e do crescente prazer que lhe proporciona a atividade lúdica, Freud descobriu um certo tipo de libido-prazer, focalizado no ânus e ligado à atividade excretória, ou melhor à persistência infantil na retenção e manipulação das "fezes", supondo mais que provando, a existência de um certo erotismo anal muito intenso e um semelhante erotismo uretral pela retenção da urina.
c) A terceira fase ou "fase fálica" abrange o período dos três aos cinco ou seis anos aproximadamente. Caracteriza-se por uma atividade excessiva e por uma igual curiosidade por tudo o que rodeia a criança, onde acima de tudo prevalece a atividade lúdica. Nessa atividade concentra agora seu máximo interesse e dela usufrui o máximo prazer, que muito pouco ou nada tem de libidinoso.
Com a máxima naturalidade, a criança leva nesta época todo o seu interesse e toda a sua curiosidade para as zonas genitais de si e das pessoas que a rodeiam, querendo saber tudo a seu respeito. Sente também um grande prazer em ficar e em ver-se nua, assim como aos outros e em manusear seus órgãos genitais. Começa a preocupar-se pelas diferenças anatômicas entre os meninos e meninas e pela forma de seu nascimento. é a hora das infindáveis e persistentes perguntas que, se não devidamente satisfeitas, causarão as mais díspares fanta-sias infantis. é a hora em que comumente se geram os complexos de castração e de culpa, o de inferioridade, o de édipo, etc., e os medos reais e imaginários começam a tomar conta da criança, ocasionando ansiedade, angústia e insegurança, que nada mais fazem que aumentar os medos num círculo vicioso sem fim, fonte das futuras neuroses.
Segundo Freud, a libido-prazer se estende a todas as zonas do corpo, fixando-se especialmente na face, no peito e nas zonas glucais, boca, ânus, etc., saturando os órgãos genitais e provocando sensações tácteis prazeirosas num remedo antecipado da futura masturbação. A criança gosta, pois, de exibir e manipular seus órgãos genitais, o que faz inocentemente e sem malícia. Mas duas coisas podem ocorrer nessa época que barram e impedem esse desenvolvimento normal da libido: uma iniciação brutal e prematura por parte dos adultos, que lhe ensinam ou lhe permitem ver coisas altamente chocantes ou traumáticas, ou uma repressão excessivamente drástica de seus brinquedos sexuais, ambas capazes de fixar nas mentes infantis as imagens desses fatos, futuramente perturbadoras e fonte de neuroses.
é a hora também em que pode desenvolver-se um amor e dependência excessiva do filho para com a mãe e da filha para com o pai, dando origem ao complexo de édipo, como veremos.
3) A quarta fase libidinosa surge na criança no período da segunda infância entre os seis e dez anos aproximadamente. Freud lhe deu o nome de fase ou período de latência.
é um período de grande atividade lúdica e ginástica, espontânea ou educativa, que dá à criança grande desenvolvimento físico, ao mesmo tempo que sua grande curiosidade lhe propicia o aprendizado. é a época em que se inicia o processo escolar ou, em alguns casos, começa a atividade laboral, coisas que consomem grande parte da energia excedente, não gasta no próprio crescimento.
Daí que a força da libido (prazer sexual) pareça diminuir e aparentemente entra num estado de latência. Seu interesse pelos órgãos diminui ou se disfarça perante a ação educativa e repressiva dos adultos. Sua afetividade é dirigida agora para os colegas de brinquedo, geralmente do mesmo sexo, e seu interesse se concentra nas atividades lúdicas e escolares.
Em casos excepcionais, pode não registrar-se este período de latência, tendo como resultado uma perturbação sexual. O convívio com colegas do mesmo sexo e os maus exemplos podem desenvolver as bases de um futuro homossexualismo, bem como a prática de uma masturbação exagerada, sendo objeto freqüentemente de sedução e corrupção antecipada por parte dos adultos.
4) A quinta fase libidinosa marca o começo da puberdade que se inicia com as mudanças hormonais e o ressurgimento da sexualidade, agora já mais específica e genital, posta ao serviço da procriação. Os impulsos instintivos são revividos e o instinto sexual deixa de ser auto-erótico e narcisista, procurando seu objeto próprio, no mundo exterior e de sexo oposto para alvo de seu amor. O rapaz que amadurece sadiamente se liberta das influências edipianas, abandona suas projeções eróticas para com a mãe e se identifica com o pai, igualmente a mocinha, deixa o pai, e se identifica com a mãe.
Se tudo ocorre normalmente, o adolescente supera esta fase transitória e entra na sexta fase final, que é a do amadurecimento, e virilidade adulta.

História da Busca pelo Prazer Anal

Pouco sabe-se sobre o processo da revolução sexual pela qual a humanidade atravessou desde seu surgimento, há cerca de 10 mil anos. Miutos dizem que, evolutivamente, a sexualidade teria surgido apenas para a reprodução. Mas ao menos para nossa espécie isso mudou, e como!
Claro, não devemos nos basear na Bíblia para compreender a busca da sexualidade humana. Entretanto, por ser considerado o livro mais antigo já escrito, ela traz registros importantes para a compreensão do tema, pois mostra os conceitos da sociedade na época. A igreja católica condenava (e ainda condena) o sexo que não fosse para procriação, sendo pecado sua prática para qualquer outra finalidade.
Se a prática do sexo apenas para o prazer já era considerada errada, o que pensariam a respeito do sexo anal? E se condenam o sexo anal em mulheres, o que pensariam na prática entre pessoas do mesmo sexo? A igreja classificava a sodomia entre "imperfeita" e "perfeita". A primeira era a penetração do homem no ânus da mulher, dita "via não natural". A segunda era entre duas mulheres (sodomia foeminarum) ou dois homens. Por qualquer um desses casos, a inquisição católica levava muitos a forca e a fogueira. Na França e Inglaterra medievais, o coito anal era passível de prisão perpétua ou guilhotina.
Mesmo nos dias de hoje essa prática ainda é um tabu para muitas pessoas, mas nem sempre foi assim. Bem antes do surgimento dos preconceitos modernos, o sexo anal era praticado tanto por mulheres quanto entre homens por diversos motivos. Povos índigenas africanos e norte-americanos, por exemplo, faziam sexo anal como forma de dominação, status, prazer e iniciação sexual. Registros de cinco mil anos atrás mostram que na Mesopotâmia esta prática era comum, fazendo também parte de rituais sagrados dos Assírios. Para outros povos, como o da Roma antiga, o sexo anal era uma forma que alguns homens encontravam para não tirar a virgindade de suas esposas antes do casamento ou para evitar engravidar suas companheiras.
Outro bom exemplo foi a Grécia antiga, onde era comum as pessoas manterem relações anais tanto hetero quanto homosexuais. Em ambos os casos, a beleza e experiência eram muito valorizadas. Os jovens costumavam despertar desejo nos mais velhos devido à virilidade do corpo jovem, que por sua vez queriam aprender com os mais velhos.

Anatomia do Orgasmo Anal em Homens e Mulheres

O ânus humano, tanto nos homens como nas mulheres, contém uma grande concentração de terminações nervosas e vasos sanguíneos. Por esse motivo, é uma região altamente sensível. Além disso, por se encontrar muito perto da área genital, o esfíncter anal é por vezes associado à sexualidade, tanto física quanto emocional. Desta forma, ele é considerado uma das regiões mais erógenas do corpo, sendo que seu estímulo adequado e seguro pode levar de fortes sensações de prazer e orgasmos, apesar de diferentes da sensação de penetração vaginal, estimulação do clitóris ou da masturbação do pênis.
Mas a grande "mina de ouro" do prazer anal está em um orgão que pertence exclusivamente aos homens: a próstata. Essa glândula que controla as funções sexuais masculinas pode ser acessada e "tocada" pelo reto com o dedo ou aparelhos especializados, ação que causa um orgasmo muito intenso. Por esse motivo, ele é conhecido pelos especialistas como Ponto G Masculino ou Ponto P. Uma das pioneiras no estudo desse processo foi a famosa sexóloga Shere Hite, que o descreveu no seu famoso relatório sobre a sexualidade masculina em 1981.
O que ocorre durante um orgasmo prostático é o mesmo que ocorre durante um orgasmo tradicional, porém, com maior intensidade e duração. É desencadeada uma série de ações involuntárias como espasmos, gemidos e aumento dos batimentos cardíacos. Há também um intenso prazer físico controlado pelo sistema nervoso autônomo em ciclos rápidos de contrações musculares na região dos órgãos sexuais e ânus. Esse orgasmo pode ser muito mais intenso do que o tradicional, com ou sem ejaculação, já que uma função não depende da outra para acontecer. Entretanto, para prolongar a sensação de prazer, especialistas recomendam não ejacular para evitar o período refratário.
Por fim, tanto a estimulação dos nervos pélvicos acessados pela masturbação anal quanto a massagem na próstata pouco adiantam se o praticante ter preconceitos ou inseguranças emocionais. Esses são os maiores obstáculos na hora de sentir esse prazer que é puramente fisiológico.

Cuidados e Brinquedos para Estimulação do Prazer Anal

Quando o assunto é sexo anal, a preocupação com saúde e segurança devem ser redobradas. Os tecidos da parede do reto são sensíveis e possuem muita irrigação sanguínea, facilitando a ocorrência de feridas e o contágio de doenças sexualmente transmissíveis. A região deve estar higienizada e lubrificada. Devem ser utilizados apenas brinquedos eróticos especializados na introdução anal, que sejam feitos de materiais de muito boa qualidade. No caso de penetração do pênis, o uso da camisinha é obrigatório.

Higienização Anal

Apesar de estritamente necessária por motivos óbvios, muita gente se esquece de limpar bem a região do ânus antes da masturbação ou sexo. Deve-se utilizar água morna, corrente e em abundância. Muitos utilizam o bidê ou chuveirinho do banheiro, mas é preciso tomar cuidado com a força excessiva do jato.
Uma alternativa muito interessante é a utilização da ducha íntima, um acessório simples e barato, mas muito eficiente para limpeza do reto. Ela joga gentilmente a água na medida certa de uma maneira precisa e segura.

Lubrificação Anal

Outro erro comum é a falta lubrificação do ânus ou utilização de substancias impróprias para esse fim. Para qualquer tipo de ação, a região anal deve estar muito sempre lubrificada com lubrificantes a base de água, como o erosgel e o lubrigel.

Brinquedos para Masturbação Anal

Para aqueles que querem sentir as sensações prazerosas da estimulação dessa zona erógena, o mais recomendado é a utilização de brinquedos eróticos especializados no tipo de prazer que se busca.
Para os homens que buscam o orgasmo prostático, não há nada melhor e mais seguro do que o estimulador de próstata. Apesar de ter sido criado por um urologista para uso estritamente médico, os pacientes começaram a relatar ocorrência de orgasmos muito intensos e duradouros, alguns próximos a cinco minutos de duração, muito parecido e até superior ao orgasmo feminino. A descoberta levou a criação da empresa Aneros para comercialização do invento como produto erótico, já ultrapassando a marca de um milhão de unidades vendidas. Atualmente existem algumas cópias deste invento, mas o usuário deve se certificar se o produto é feito com material apropriado (plástico ou silicone antialérgicos e de uso médico) e que tem o design anatômico perfeito e seguro como o Aneros. Caso contrário, não deverá funcionar e poderá trazer sérios riscos à saúde.
Para mulheres e homens que buscam o prazer da estimulação pelvica, a recomendação é pelo Peridise, disponível em um kit com quatro tamanhos diferentes. Ele funciona de uma forma exclusiva e inovadora que aproveita os movimentos peristálticos da região para fazer uma massagem completa e surpreendente. Ao contrário do que muitos pensam, o iniciante deve começar utilizando o maior. O Peridise foi desenvolvido para treinar os músculos da região anal fazendo com que seu usuário tenha um controle melhor de todos os músculos. Quando chegar ao maior, o usuário estará fazendo um esforço menor para mantê-lo dentro de si na posição correta. Ele é bem confortável permitindo o usuário a executar muitas tarefas diárias enquanto o mantém dentro de si. No caso das mulheres, o uso conjunto com o EVI pode ajudar nos exercícios de kegel intensificando seus orgasmos e também melhorando muito o sexo com o parceiro durante a penetração vaginal.

Curiosidades do Mundo Animal

Para finalizar o artigo, que tal algumas curiosidades do mundo animal. Não é sempre que ouvimos falar da pratica de sexo dos animais, muito menos sobre sexo anal. Apesar de pouco divulgado, o fato é bastante comum. Separamos três delas especialmente para vocês:
  • Bisões Americanos: A forma que alguns bisões machos encontraram para manter a hierarquia é o sexo anal. Cientistas afirmam que a prática esta altamente relacionada com a dominação. Os bisões Alfa, portanto, não perdoam seus colegas com menos status. Um monta o outro com bastante agressividade. Como podem chegar a quase dois metros de altura e pesar quase uma tonelada, quem conseguir presenciar a cena notará muita brutalidade. Interações entre as fêmeas, no entanto, são bem raras. Outro fator que estimula esse tipo de sexo é a falta de opção. Como elas estão disponíveis para o acasalamento apenas uma vez por ano, sobra para o macho desprevenido que estiver por perto.
  • Peixe Mexerica: Um fato bizarro ocorre entre uma espécie de peixe encontrado em algumas regiões da Ásia e tem o nome de Peixe Mexerica. São bissexuais porque não sabem distinguir entre si, quem é o macho ou a fêmea. Não se trata, nesse caso, portanto, exatamente de uma adaptação evolutiva, mas do fruto de uma limitação de reconhecimento próprio da espécie. Os dois sexos são realmente muito parecidos e confundem muitos aquaristas na hora de colocar os dois sexos juntos no mesmo aquário. Entre os peixes mexerica então, ninguém é de ninguém e não se fala mais nisso.
  • Macacos Bonobos: E das terras da República Democrática do Congo, os macacos Bonobos são conhecidos pela sua passividade exagerada sendo conhecidos também como macacos hippies. Sexo faz parte da vida desses macacos que praticam o ato como nenhuma outra espécie. Eles fazem sexo para pedir desculpas, resolver conflitos, para parabenizar, e claro, na maioria das vezes, por puro prazer. Tanto os machos quanto as fêmeas se envolvem em sexo todos os dias. E rola de tudo. Passam o dia todo se estimulando. O sexo oral é extremamente comum. As fêmeas possuem um clitóris bem maior do que a das humanas e chegam ao orgasmo com muita facilidade. E algumas não perdem a oportunidade: “Uma fêmea pulou nos meus ombros, envolveu minha cabeça nos seus braços e tentou puxá-la para o seu clitóris. Eu não deixei”, diz Vanessa Woods, cientista que trabalhou e estudou a espécie. Qualquer semelhança com os humanos, é mera coincidência, ou não.

Ânus que Cantava

CONHEÇA A HISTÓRIA DO ÂNUS QUE ENCANTOU A EUROPA PORQUE FUMAVA, TOCAVA FLAUTA E SUGAVA ÁGUA DE BACIA

Existiu um artista francês chamado Lé Pétomane, que nasceu em 1857 e morreu em 1945. Ele ficou famoso não somente em seu país como também no restante da Europa.

Era padeiro, mas descobriu o talento de que era portador ao nadar no mar. Quando estava dentro d'água, sentiu algo gelado entrando em seu ânus. Descobriu que havia sugado parte da água salgada por meio do seu bumbum.

Também descobriu que podia fazer sucção do ar. Passou a imitar diversos sons, liberando puns. Podia passar vários minutos soltando ar pelo ânus, sem interrupção.

Ganhou fama. Frequentemente se apresentava nos melhores cabarés franceses. O vento que saía de seu ânus era capaz de apagar velas; tinha a habilidade de fumar cigarro e de tocar flautas.

Em pleno espetáculo conseguia sugar água de uma bacia e lançá-la a distância. Tudo isso pelo ânus, obviamente.

Não para por aí. Era capaz de imitar o som de canhões e de trovões. Muitos espectadores passavam mal de tantas gargalhadas, em função das peripécias do artista.

O auge da festa era quando Petomane baixava as calças e tocava o hino nacional francês através dos puns que liberava.

Não foi por menos que muitas celebridades europeias se deslocavam aos espetáculos somente para conferir de perto aquele show bizarro. Uma dessas celebridades foi o famoso psicanalista, Sigmund Freud.

Le Pétomane

From Wikipedia, the free encyclopedia
Le Pétomane
Le Pétomane (/ləˈpɛtəmn/, French pronunciation: ​[ləpetɔˈman]) was the stage name of the French flatulist (professional farter) and entertainer Joseph Pujol (June 1, 1857 – 1945). He was famous for his remarkable control of the abdominal muscles, which enabled him to seemingly fart at will. His stage name combines the French verb péter, "to fart" with the -mane, "-maniac" suffix, which translates to "fartomaniac". The profession is also referred to as "flatulist", "farteur", or "fartiste".[1]
It is a common misconception that Joseph Pujol actually passed intestinal gas as part of his stage performance. Rather, Pujol was able to "inhale" or move air into his rectum and then control the release of that air with his anal sphincter muscles. Evidence of his ability to control those muscles was seen in the early accounts of demonstrations of his abilities to fellow soldiers.

Contents

Biography

Le Pétomane ca. 1890
Le Pétomane du Moulin Rouge, 1900 (silent film clip)
Joseph Pujol was born in Marseilles, one of 5 children of stonemason/sculptor François Pujol and his wife Rose. Soon after Pujol left school, he had a strange experience while swimming in the sea. He put his head under the water and held his breath, whereupon he felt an icy cold penetrating his rear. He ran ashore in fright and was amazed to sense water pouring from his anus. A doctor assured him that there was nothing to worry about.[citation needed]
While serving in the army, he told his fellow soldiers about his special ability, and repeated it for their amusement, sucking up water from a pan into his rectum and then projecting it up to several yards. He found that he could suck in air as well. A baker, Pujol would sometimes entertain his customers by imitating musical instruments, and claim to be playing them behind the counter. Pujol decided to try the stage, and debuted in Marseilles in 1887. When his act was well received, he moved to Paris, where he appeared at the Moulin Rouge in 1892.[citation needed]
Some of the highlights of his stage act involved sound effects of cannon fire and thunderstorms, as well as playing "'O Sole Mio" and "La Marseillaise" on an ocarina through a rubber tube in his anus.[2] He could also blow out a candle from several yards away.[1] His audience included Edward, Prince of Wales; King Leopold II of the Belgians; and Sigmund Freud.[3]
In 1894, the managers of the Moulin Rouge sued Pujol for an impromptu exhibition he gave to aid a friend struggling with economic difficulties. Pujol was fined 3,000 francs, and the Moulin Rouge lost their star attraction as the disagreement led him to set up his own travelling show called the Theatre Pompadour.[citation needed]
In the following decade Pujol tried to 'refine' and make his acts 'gentler'; one of his favourite numbers became a rhyme about a farm which he himself composed, and which he punctuated with anal renditions of the animals' sounds.[citation needed]
With the outbreak of World War I, Pujol, horrified by the inhumanity of the conflict, retired from the stage and returned to his bakery in Marseilles.[citation needed] Later he opened a biscuit factory in Toulon. He died in 1945,[4] aged 88, and was buried in the cemetery of La Valette-du-Var, where his grave can still be seen today. The Sorbonne offered his family a large sum of money to study his body after his death, but they refused the offer.[citation needed]

Legacy

Le Pétomane left an enduring legacy and has inspired a number of artistic works. These include several musicals based on his life, such as The Fartiste (awarded Best Musical at the 2006 New York International Fringe Festival) and Seth Rozin's A Passing Wind which was premiered at the Philadelphia International Festival of the Arts in 2011. In addition, Le Pétomane was added to David Lee's 2007 reworked revival of the 1953 Broadway play Can-Can, which had originally been written by Abe Burroughs and Cole Porter. The updated play, staged at the Pasadena Playhouse, featured musical theatre actor Robert Yacko as the fartiste, with sound effects provided by the band's trombone and piccolo players. More recently, the re-released works of English toilet humour specialist Ivor Biggun include "Southern Breeze", a song about a "Famous French Farteur" who describes in rhyme a stroll through a farmyard, accompanied by appropriate farting noises.[citation needed]
Los Angeles-based Sherbourne Press published Jean Nohain and F. Caradec's Le Pétomane as a small hardcover English language edition in 1967. Due to its ‘sensitive’ nature, the usual national publicity venues shied away, some claiming that an author was needed for interviews (both elderly writers lived in France). However, ‘behind the curtain’ acceptance created a buzz within the national radio/TV promotional circuit and word-of-mouth discussion kept the book in stores for several years. Dorset Press, a division of Barnes & Noble, reissued the book in 1993.[citation needed]
The character has been portrayed several times in film. In 1979 Ian MacNaughton made a short humorous film, written by Galton and Simpson called Le Pétomane, based on Pujol's story and starring veteran comic actor Leonard Rossiter.[5] The 1983 Italian movie Il Petomane, directed by Pasquale Festa Campanile and starring Ugo Tognazzi, gives a poetic rendition of the character, contrasting his deep longing for normalcy with the condition of 'freak' to which his act relegated him. The 1998 documentary Le Pétomane by Igor Vamos examines Joseph Pujol's place in history through archival films (none of which actually include him), historical documents, photographs, recreations and fake or tongue-in-cheek interviews.[6] He briefly appears as one of the performers in Moulin Rouge!, played by Keith Robertson.
Le Petomane is also referenced in Blazing Saddles, a 1974 satirical Western comedy film directed by Mel Brooks. Brooks appears in multiple supporting roles, including the dim-witted Governor William J. Le Petomane, whose name suggests he is full of hot air.[citation needed]
Le Petomane is the name of the university in Up the Creek, a 1984 college movie starring Tim Matheson involving a whitewater rafting race.

História da fístula anal de Louis XIV e o hino da Inglaterra

Em 1686,  Louis XIV, 48 anos, soberano mais poderoso da Europa, estava prestes a perder uma batalha de ordem privada, uma batalha contra uma doença incômoda.
O rei sofria os horrores de uma fístula anal.
Seu médico, Antoine D’ Aquin, tentou resolver o problema com os meios disponíveis na medicina da época: remédios, pomadas, cataplasmas e outras aplicações cutâneas reputadas como sendo perigosas. Nada. O rei prostado, anulou festas, cavalgadas e aparições em público e, da sua cama, ditava ordens e dirigia o país. O rumor  era que o rei estava morrendo.
Instrumentos usados na cirurgia de Louis XIV
Instrumentos usados na cirurgia de Louis XIV
Um dia, o cirugião Charles-François Félix de Tassy, depois de testar em pobres, mendigos e pacientes abandonados em hospitais e hospícios um método inovador de tratar essa doença, tomou a decisão de operá-lo. E assim foi feita uma incisão no canal do ânus real com um bisturi de lâmina curva, inventado especialmente para esta intervenção cirúrgica.
A operação, realizada sem anestesia, foi um sucesso. Louis XIV aguentou tudo, afrontou o mal com muita coragem e, como nas batalhas, foi vitorioso de uma guerra dada por muitos como perdida. No mesmo dia, após um leve descanso, encontrou com ministros, tratou de assuntos cotidianos e diplomáticos e fez uma aparição pública para ser aclamado pela corte.
O rei voltou mais forte, divino, mais soberano do que nunca.
Após a cirurgia, Louis XIV fez uma visita à Maison Royale de Saint-Louis, escola recém-construída para as filhas de nobres mortos pela França. A religiosa fundadora, Madame de Brinon, querendo agradar o rei, escreveu um texto para ser declamado pelas alunas: Grand Dieu sauve le Roi. Mais tarde este poema foi colocado em música pelo compositor oficial de Versalhes Giovanni Battista Lulli e se tranformou em hino real francês até a dissolução da monarquia absoluta  em 1792.
Grand Dieu, sauvez le Roi !
Grand Dieu, vengez le Roi !
Vive le Roi !
Qu’à jamais glorieux,
Louis victorieux
Voye ses ennemis
Toujours soumis
 
Hino inglês
Hino inglês
Vinte e oito anos mais tarde, o compositor alemão Georg Friedrich Haendel, convidado em Versailles, conseguiu uma permissão para copiar o texto e a música. Traduzido para o inglês pelo músico e poeta Henry Carey,  Haëndel vende ao rei da Inglaterra, Georges I, a nova composição, God Save the King.
God save our gracious King,
Long live our noble King,
God save the King !
Send him victorious,
Happy and glorious,
Long to reign over us,
God save the King !


E foi assim que graças à colaboração de uma francesa, Madame de BRION,  de um italiano, LULLY, de um inglês, CAREY, de um alemão, HAËNDEL, de um bisturi inventado por um médico francês e da fístula anal de Louis XIV que nasceu o hino nacional atual da Inglaterra:
God Save the Queen.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Territorialidade x Erotismo Anal

 Vamos partir para uma comparação entre o circuito anal emocional-territorial (fase anal do Freud) e o erotismo anal.


 Circuito Anal Emocional-Territorial: é imprintado no estágio de infante, quando a criança fica de pé, anda pelo seu ambiente e inicia a luta pelo poder dentro da estrutura familiar. Esse circuito, eminentemente mamífero, processa regras territoriais, jogos emocionais, disfarces, a ordem de bicadas e os rituais de dominação e submissão que conhecemos no momento. Supõe-se que venha a ser superado em 10 ou 15 anos; mas de qualquer maneira, o mapa não é o território. 

Territoriality is a term associated with nonverbal communication that refers to how people use space to communicate ownership/occupancy of areas and possessions (Beebe, Beebe & Redmond 2008, p. 209). The anthropological concept branches from the observations of animal ownership behaviors. We can consider that this personal space is like a bubble that one doesn't want invaded.
An example of demonstrating territoriality might be the car size. Driving a large truck like the Ford F350 might be communicating that a value of owning a lot of space on the highway. However, driving a small car like the Smart, then might be communicating no need to occupy so much space. Another example is students as they sit in class. Some students like to spread their backpack and books out in a way to let other students know that they don't want others to sit next to them. These students obviously value having a lot of space that they don't have to share. On the other hand, some students keep their books and bags close to them, making others aware that they don't have a problem sharing the space around them with other students.
Territoriality can also be associated with states or nations. Government and social ideas are also associated with Territoriality. A nation state can establish common ideals amongst its citizens which lead to territoriality. Nationalism is an example of this. National pride, common religious practices, and politics all play a role in a state's territoriality.
An example of this would be the conflict in Northern Ireland. Ireland is a Catholic nation and England is a Protestant one. Many Irishman don't want Northern Ireland to be a part of a non-catholic nation. Territory disputes in this area have been justified by religion. This is an example of how religion can play a strong role in territoriality.
According to author Julia T. Wood, "men go into women's spaces more than women enter men's spaces" (Wood 2007, p. 144). With this in mind, we can understand that men typically have a stronger sense of ownership and are more likely to challenge others' boundaries. People respond to invasion of territory in different ways depending on what their comfort norms are. Wood (2007) presents three common responses:
  1. When someone moves too close for comfort, you might step away, giving up your territory. This reaction is typical of feminine people.
  2. When people have to fit into close spaces, they often look down as a submissive way of showing that they are not trying to invade others' territories.
  3. When someone moves too close, you might refuse to give up your territory. This reaction is typical of masculine people.
The term stimulated Edward T. Hall to create the word proxemics, which refers to how people use space, but not necessarily how people communicate ownership (Beebe, Beebe & Redmond 2008, p. 209).


Territorialidade em primatas:
  •  Bunda Erguida, coluna esticada, rabo levantado, olhos fixos.
  • Atenção redobrada, músculos tensos, prontos para o ataque.
  • Uso de cheiros e feromônios para marcar o território, tais como fezes ou urina.
  • Emoção básica; Agressividade com raiva e atenção mais em ferir do que preocupação em ser ferido.
  •  Recusa em se entregar principalmente entre os do sexo masculino.
  • Olhar para baixo, numa postura submissiva tentanto mostrar que não está invadindo o território do outro.
  • Negação total da necessidade do outro.
  • Tentativa desesperada de afastar o outro.
  • Sons: grunhidos geralmente mostrando os dentes.
  • Corpo quente e coração disparado.
  • Baixa Sensilibidade no corpo
  • Tolerância a Dor


Erotismo Anal e consequentes sublimações do mesmo: 
  • Sensualidade no Ânus, relaxamento do mesmo
  • Bunda empinada, se oferecendo ou bunda retraída e tensa (quando sublimada como na maioria das pessoas).
  • Entrega, passivo, submisso.
  • Tentativa desesperada de atrair/seduzir o outro.
  • Sons: Sensuais geralmente mordendo os lábios, escondendo os dentes.
  • Corpo quente e coração disparado.
  • Alta sensibilidade no corpo - Tesão.
Parece claramente que erotismo anal e territorialidade são duas faces da mesma moeda. Logo, é óbvio o por que de nossa sociedade ser tão agressiva, possessiva, territorial, violenta. Falta Erotismo Anal. Oremos, pois as pessoas nunca vão aceitar.

Asterion